Acabaram-se os cocós na fralda!

Quem nos acompanha sabe que a Nonô fez o desfralde diurno aos 2 anos e que, desde então, pedia uma fralda para fazer cocó. Ou seja, tudo impecável… mas tínhamos de andar sempre com uma fralda atrás, não fosse ela “lembrar-se” de querer fazer o número 2 no meio do parque ou num restaurante.
E não, não vinha mal algum ao mundo por termos de lhe colocar uma fralda nesses momentos. Era só… como dizer… chato!
O próprio pediatra sempre achou que, no momento certo, ela iria começar a ir à sanita para esse efeito, já que há muuuuuito que lá ia para os xixis.
E assim foi.

À primeira não correu bem

Nem à segunda, na verdade. Chegávamos a ficar 45 minutos ao pé dela na casa-de-banho (porque ela queria companhia) a tentar que ela fizesse cocó na sanita… mas nada! E para ela não ficar mal da barriguinha – e por recomendação do médico – lá íamos buscar a fraldinha e pimbas!
Andámos nisto umas semanas… e confesso que desistimos porque começou a tornar-se um pesadelo… para ela e para nós. Ela não queria fazer, dizia que “doía” fazer cocó na sanita, etc.
Houve momentos em que perdemos a paciência… não somos de ferro e, no fundo, como todos os pais, só queríamos o melhor para ela.

Deixámos andar. E isto teve várias implicações, a começar pela escola: ela simplesmente nunca fazia cocó na escola para não ter de ir à sanita… ora, o que é que aconteceu? Começou a ficar com dores de barriga… a barriga dura… a educadora ia falando connosco e combinámos então voltar a levar fraldas para a escola SÓ para estes casos.
Sem dramas.
Mais uma vez, o mais importante era o bem-estar e o conforto dela.

Conversar sobre o assunto é importante

Gostava de te dizer, a ti que estás a passar pelo mesmo com o teu filho, que é fundamental falar sobre o assunto e não fazer dele tabu em casa.
Nós optámos por “deixar andar“, mas íamos sempre fazendo reforços positivos e sempre perguntando se ela não queria antes ir à sanita.

Um dia, em conversa com uma outra educadora da escola da Nonô, partilhámos que já não sabíamos o que fazer mais para conseguir que ela “desbloqueasse“. Não queríamos entrar numa de “se fizeres isto, eu dou-te aquilo“… nunca nos pareceu muito correcto, mas a verdade é que, se encararmos a coisa como uma parte do reforço positivo/incentivo tudo fica mais fácil. E foi isto que nos foi sugerido: “Não tenham medo de lhe dar um miminho se ela desbloquear esta situação. Ela vai sentir-se feliz e recompensada. Vai ajudar.

Estas palavras não me saíram da cabeça. À hora de jantar, nesse dia, falámos com ela sobre o Carnaval e ela disse que este ano gostava muito de ir mascarada de Elsa, do filme Frozen! Quem não conhece, certo?
Foi então que me lembrei: “Olha, tenho uma ideia – enquanto saco do site da Amazon – … Se tu hoje quiseres experimentar fazer cocó na sanita, a mamã e o papá encomendam este vestido com estes acessórios! Queres?
Escusado será dizer que saiu um enooooorme “SIIIIMMMMMM“.
Tenho a dizer-vos que esse dia foi decisivo.
Desde então que se acabaram as fraldas durante o dia, em definitivo.
Ela cumpriu e, uma semana depois, cumprimos o prometido e o vestido da Elsa já cá canta!

A propósito disto ainda, todos nós precisamos de incentivos ao longo da vida, seja o “se poupares podes ir a Nova Iorque” ou o “se atingires estes objectivos mensais vais ser aumentado.” E por aqui podíamos continuar durante horas! Com as crianças passa-se exactamente o mesmo. Também elas precisam de incentivos, por pequenos que sejam.

Por isso, não te sintas mal se tiveres de o fazer algum dia!
Não és o primeiro nem serás o último!

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